Simpósios Temáticos

O Seminário não restringirá o aceite de trabalhos à temática dos Extremismos. Deste modo, poderão inscrever trabalhos pesquisadores com diferentes perspectivas que serão alocados em sessões coordenadas de acordo com as áreas de interesse indicadas em seus resumos.

1) História e Cinema

Coordenadoras:
Profa.Dra. Andreza Santos Maynard (DCR/FAPITEC)
Profa.Dra. Ana Ângela Gomes (PPGCINE/UFS)

Este simpósio temático pretende questionar as múltiplas relações que se estabelecem entre os homens em meio às experiências de produção, intermediação e consumo das imagens cinematográficas. Esta é uma oportunidade para discutir os resultados de pesquisas que avaliem as permanências e mudanças nas interações entre a História e o Cinema. Serão aceitos trabalhos em desenvolvimento, ou que já foram concluídos.

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2) Visões sobre o pós-abolição no Brasil

Coordenadores:
Prof. Dr. Petrônio Domingues (DHI/PROHIS/ProfHistória UFS)
Prof. Edvaldo Alves (Mestrando PROHIS/UFS)

Nos últimos anos ocorreram avanços significativos nos estudos sobre o pós-abolição no Brasil e no Mundo Atlântico, cujos resultados têm apresentado aspetos da pluralidade de experiências sociais, culturais, recreativas, religiosas e identitárias vivenciadas depois da extinção dos regimes escravistas. Em âmbito nacional essa é uma discussão que vem sendo cada vez mais ampliada. Atualmente o desafio dos pesquisadores tem sido decodificar os sentidos e significados conferidos pelas populações afrodiaspóricas às suas ações nos diferentes espaços sociais, políticos, culturais e econômicos. A constituição de um novo campo de estudos e pesquisas tem engendrado condições para que se dê passos importantes na construção do conhecimento da história dos libertos e seus descendentes, grupo até pouco tempo marginalizado pela produção historiográfica. Este simpósio temático tem como objetivo criar um espaço de diálogos e reflexões acerca da História e Cultura Afro-Brasileira no pós-abolição. Nesse sentido buscaremos fomentar leituras e estudos sobre redes de contatos e sociabilidades; trajetórias coletivas e individuais; constituição de laços familiares e de compadrio entre africanos, ex-escravos e seus descendentes; diferentes expectativas em torno da liberdade; noções de autonomia, cidadania e empoderamento; remanescentes de quilombos, lutas por direitos, ações afirmativas, etc. Esses novos debates têm contribuído para o surgimento de pesquisas inéditas sobre a experiência afro-brasileira, ressaltando a sua contribuição na construção de uma nação alicerçada no respeito à diversidade e ao multiculturalismo.

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3) História, Cultura e Memória

Coordenador: Prof. Dr. Cristiano Cézar Gomes dos Santos (UNEAL)

Este Simpósio Temático propõe reunir trabalhos de pesquisadores em torno das diversas abordagens da História Cultural. Nesse sentido, reuniremos investigações que discutam as relações entre a História e as diversas manifestações culturais, dentre elas, a literatura, o cinema, a música, o teatro. Nessa perspectiva, esses diálogos possibilitam ao historiador um caminho para a compreensão de como, em variadas épocas, as diversas sociedades constroem as suas representações acerca da realidade a sua volta mediante um vasto conjunto simbólico de significados. Assim, conceitos como imaginário, representação, memória, história, narrativa, entre outros, são mobilizados nessa discussão.

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4) Visões da Educação Brasileira: intelectuais, instituições e práticas culturais

Coordenadores:
Profa.Ms. Clotildes Farias de Sousa (GET/Doutoranda PPGED/UFS)
Prof.Ms. Hermeson Menezes (GET/PPGED/UFS – NEAD/UNIT)

A História da Educação, amparada na perspectiva cultural, reúne estudos com diversos temas/problemas, abordados à luz de documentos e fontes variados, os quais dizem respeito às práticas culturais, seus sujeitos e seus produtos. O historiador inglês Peter Burke (2005), ao tratar da “virada cultural” que fez as análises econômicas, políticas e sociais aproximarem-se dos estudos culturais, indicou Mikhail Bakhtin, Norbert Elias, Michel Foucault e Pierre Bourdieu como os principais representantes da Nova História Cultural, um movimento teórico pautado nas representações e práticas, tal qual sugerira Roger Chartier (1990). Muitas investigações surgiram em função daquela virada na teoria e prática de pesquisa, devendo ser consideradas como “coletâneas de fatos” para outros estudos. Antes é preciso abrir espaço para socialização da produção histórica educacional brasileira e este é o propósito principal do simpósio temático ora sugerido, mediante aceitação, apresentação e discussão de trabalhos sobre trajetórias intelectuais, apropriação de ideias, instituições e práticas culturais, inclusive as práticas escolares – sejam as práticas de leitura e escrita, as práticas docentes ou outros objetos relacionados com a escola.

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5) História e Cultura nos Impressos e na Imprensa

Coordenadores:
Prof. Dr. Antonio Lindvaldo Sousa (GPCIR/DHI-UFS)
Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (GPCIR/DHI/ (ProfHistória UFS)

Em que pese o avanço das mídias no mundo contemporâneo, supõem-se que o impresso caiu em desuso. O aumento da produção de revistas e jornais e da procura por livros, enquanto produtos do fazer cultural, vai na contramão deste processo. Nesse sentido, também cresce, na pesquisa histórica, o interesse por estudos cujos objetos são os impressos e a imprensa. Com vistas a reunir estudantes e pesquisadores, cujos trabalhos se utilizam das fontes impressas para a pesquisa no campo da história e da cultura, propomos o presente simpósio temático, versando sobre suas diversas temporalidades e lugares de produção.

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6) Rebeldias, lutas políticas e sociais na América do século XXI

Coordenadores:
Prof. Dr. Rafael Araujo (Pós-Doutorando PPGED UFS)
Prof. Ms. Paulo Teles (GET/Doutorando PPGHC/UFRJ)

Em novembro de 1999, durante uma reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Seattle (EUA), o mundo assistiu a eclosão de protestos, sobretudo da juventude, contra a desigualdade econômica mundial e o ideário político e econômico apregoado pelo neoliberalismo. Esses manifestações apresentaram diversas naturezas, seja nos EUA, marcadas por eventos de críticas ao modelo econômico instituído (Occupy Wall Street) ou na América Latina, caracterizadas por um viés mais político, que desencadearam, ao longo da década de 1990, a ascensão de novos atores sociais ao poder. Este simpósio temático pretende reunir pesquisas que analisem as lutas políticas e sociais ocorridas no continente americano durante a década de 1990 e o início do século XXI.

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7) Ensino de História e suportes pedagógicos

Coordenadora: Profª Drª Marizete Lucini (PPGED/ProfHistória UFS)

Este simpósio temático propõe-se a discutir pesquisas que contemplem o Ensino de História e os diferentes suportes didáticos que contribuem nos processos de ensino e aprendizagens da História, tanto escolares como não escolares. Na contemporaneidade, a diversidade de artefatos culturais que possibilitam a relação com a História tem se ampliado significativamente, bem como os usos pedagógicos dos mesmos como suportes didáticos para o Ensino da História. Nesse sentido, o simpósio pretende refletir sobre temáticas de pesquisas que versem sobre o Ensino de História e suas interfaces em livros didáticos, cordel, literatura, patrimônio material e imaterial, história em quadrinhos, música, poesia, charges, filmes, documentários e outros artefatos culturais que se configurem como suporte pedagógico, seja em situações de ensino e aprendizagem escolares ou em situações não escolares que envolvam a relação com a História.

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8) História, conflitos e patrimônio cultural no tempo presente

Coordenadora: Profa.Dra. Janaina Cardoso de Mello (ProfHistória UFS)

Em dezembro de 2010, uma onda de manifestações e protestos no Oriente Médio e Norte da África tomou os noticiários e mídias sociais (Facebook, Twitter e Youtube) mundiais, reverberando com força nos pressupostos de uma história do tempo presente que vivia ali, naquele momento, um clímax talvez mais impactante quase dez anos depois do ataque às torres gêmeas norte-americanas em 2001. O movimento foi rapidamente designado como “primavera árabe”, em referência à primavera dos povos de 1848 e também relacionado ao “despertar” político e social do mundo árabe frente ao contexto de um elevado índice de desemprego, crise econômica e insuficiente representação política junto aos poderes estabelecidos. Em meio às discussões sobre a história política e econômica que tende a marcar as polêmicas entre os povos, esse Simpósio Temático convida a apresentação de pesquisas sobre os riscos à salvaguarda do patrimônio cultural material em museus, galerias, bibliotecas, arquivos, edificações de valor arquitetônico, sítios arqueológicos e demais espaços representativos da cultura na contemporaneidade. No panorama dos conflitos bélicos do século XXI a cultura material – a despeito de uma série de Convenções, Cartas Patrimoniais e vigência da Legislação Internacional de Proteção ao patrimônio Cultural – novamente encontra-se sob risco de destruição, desaparecimento ou/e negociações escusas no mercado clandestino de obras de arte furtadas. Faze-se necessário refletir, debater e pensar soluções multidisciplinares que possam equacionar esse problema.

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Relação de Trabalhos Apresentados

9) Visões do Ensino de história no tempo presente: guerras, conflitos e traumas coletivos

Coordenador: Prof. Dr. Karl Schurster (GDLS/UPE)

O debate sobre o ensino de História tem-se aberto à novos temas e expandido suas preocupações, abordagens e fontes de forma acelerada nos últimos anos. Muitos são os grupos e núcleos de pesquisas que têm se debruçado sobre novas  temáticas, entre elas, o que denominamos “traumas coletivos”. Junto a essa notável expansão é latente a necessidade de revisitarmos e atualizarmos os conteúdos que integram os currículos da educação básica, seja no nível infantil, fundamental ou médio. Buscamos, nesse simpósio, encontrar trabalho nessa linha de pesquisa para dar prosseguimento a essa via teórica e empírica, expandindo para a pesquisa acadêmica brasileira, as experiências de um campo, relativamente novo, denominado de “pedagogia do ensino dos traumas coletivos”

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10) Biografias, Intelectuais, Práticas e Universidades no Tempo Presente

Coordenadora: Profa.Dra. Josefa Eliana Souza (GREPHES/PPGED/ ProfHistória UFS)

Este simpósio temático objetiva apresentar e discutir  estudos voltados ao processo histórico do perfil biográfico de intelectuais que atuaram na Universidade Federal de Sergipe ou noutra instituição de ensino e/ou de pesquisa; analisar a criação, consolidação e expansão de instituições de ensino; além de refletir a realização de determinadas  práticas pedagógicas.

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11) Visões e Revisões sobre Ditaduras

Coordenadores:
Prof. Ms. Francisco Diemerson (GET/Faculdade Pio X)
Profa.Ms. Carla Darlem Reis (GET/CESAD/UAB/UFS)

Este Simpósio Temático pretende acolher trabalhos que analisem as Ditaduras Militares no Cone-Sul e as suas representações políticas e culturais. Serão aceitos trabalhos que aprofundem os conceitos relacionados ao tema, bem como estudos de cunho revisionistas, que tratem da criminalização dos partidos políticos, ação dos movimentos sociais, da relação de apoio civil aos regimes, da repressão e violência efetivada pelo Estado no combate aos opositores, além de trabalhos que problematizem o uso das memórias de ex-militantes ou de agentes do Estado.

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12)   Guerras e extremismos no Tempo Presente

Coordenadores: Prof.Dr. Dilton C.S. Maynard (PPGED/ProfHistória – UFS)
Profa. Raquel Anne de Assis (GET/Mestranda PPGHC – UFRJ)

A I Guerra Mundial (1914-1918) foi um sombrio cartão de visitas para o início do século XX. Após ela a II Grande Guerra (1939-1945) e a Guerra Fria (1945-1991), ambas, divisores de água, quer sociais, quer econômicos, quer políticos. O atentando às torre gêmeas norte-americanas, em 11 de setembro de 2001, abriu os portões do século XXI de forma assustadora. Desde então, o pavor em torno do terrorismo, os conflitos políticos e as crises internacionais têm assombrado populações no mundo inteiro. Ao mesmo tempo, nunca antes o mundo esteve tão interligado. As tecnologias, a mídia e as redes sociais cibernéticas, se por um lado facilitam aspectos da vida, por outro, são ferramentas ágeis e rápidas na propagação de manifestações e conflitos armados ou não. Tais acontecimentos certamente tendem a se tornar rotineiros e cotidianos. Eles marcam o tempo, a memória, o calendário, o relógio. É neste sentido que o tempo presente e seus acontecimentos, políticos, sociais, econômicos, mostram-se oportunos espaços de debate e reflexão. Sendo assim, neste simpósio temático esperamos congregar trabalhos que investiguem os grandes conflitos bélicos dos séculos XX e XXI, suas representações, narrativas, além de estudos sobre as diferentes manifestações de extremismos relacionadas às motivações ou aos desdobramentos de tais guerras.

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13) Questões contemporâneas no ensino de História

Coordenação: Marcella Albaine Farias da Costa (UNIRIO/ UFRJ)
Profa. Adriana Soares Ralejo (UFRJ)

Quais visões do mundo contemporâneo têm sido privilegiadas nas aulas de História da educação básica e da educação superior? O presente grupo de trabalho visa discutir questões atuais no ensino de História, abrindo espaço, portanto, para propostas que englobem reflexões sobre a docência e a relação de ensino-aprendizagem do saber histórico em espaços formais e não formais de educação.

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OFICINAS

1. Entre a História e Literatura: Marcas de violência em Vidas Secas, de Graciliano Ramos

Cristiano Cézar Gomes dos Santos (UNEAL)

Nesta oficina procuraremos discutir o diálogo entre a História e a Literatura a partir da obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos, publicada primeira vez em 1938. Buscaremos analisar as marcas da exterioridade do período na materialidade literária dos escritos. Período esse período marcado pela violência imposta pelo governo varguista, iniciado em 1930. Dessa maneira, perceberemos como as personagens criadas pelo literato alagoano representam a violência do período. Não apenas fisicamente, mas, sobretudo, o silêncio e o silenciamento, simbolicamente trazidos nos escritos de Vidas Secas.
Palavras-chave: História, literatura, Graciliano Ramos, Vidas Secas

2. Civilização e Barbárie romanas: Comparações de metáforas no cinema italiano do início do século XX

Prof. Dr. José Maria Gomes de Souza Neto (UPE/Leitorado Antiguo)

Teorização do cinema como construtor de consciência histórica, examinando a política italiana no início do século XX (entre as décadas de 1910 e 1930) através da análise de alguns filmes que retrataram a Antiguidade Romana, e de como tal retrato foi apropriado politicamente nos dois momentos principais de nosso corte temporal, a era liberal e a fascista, unidas ambas pelo contexto comum de expansão imperialista, analisando os padrões estabelecidos de civilização e barbárie nestas obras e discutindo as repercussões de tais produções.

 

Questões contemporâneas no ensino de História